O Instituto Nacional de Seguro Social, INSS, é uma das mais importantes autarquias do Brasil. Ele trata de aposentadorias, pensões, proteção social, realização de perícias médicas, em suma: ele trata do brasileiro que mais precisa. Aquele que trabalhou a vida inteira para ter assegurado o mínimo para sobreviver na velhice, e aquele que por acidente, ou doença, precisa se afastar temporariamente, sendo remunerado. Mas o INSS não está fazendo isso.
Manchete de jornal
Órgão dessa importância – e a importância da previdência é uma preocupação não só brasileira, mas mundial –, o INSS deveria estar nas manchetes dos jornais em notícias sobre o avanço da proteção social em nosso país. Mas ocorre o contrário. As manchetes sobre o INSS são sempre negativas. E com razão. Esta semana, por exemplo, O jornal Folha de São Paulo estampou a seguinte manchete: “INSS cria fila nacional na qual doentes graves continuam sem receber atendimento prioritário”.
Desorganização
A matéria da Folha conta casos de pessoas que tem doenças graves como o câncer e não conseguem fazer perícias médicas que lhes garantam afastamento remunerado do trabalho. O que é um absurdo. Mais do que um absurdo, uma crueldade. O tamanho da fila? Três milhões de brasileiro aguardando análise de requerimento e perícia inicial. Para tentar agilizar, fizeram uma fila única nacional, não mais por estado, mas não adiantou nada. Pior, não conseguem priorizar os casos mais urgentes.
Atendimento on-line para idosos
Outra política que vem contra os que dependem do INSS foi a do fechamento de várias agências pelo país nos últimos anos, e o esforço para colocar o atendimento no digital, através do “Meu INSS”, que, se facilita para alguns, é um empecilho para os mais idosos, não acostumados com a vida on-line, além do aplicativo apresentar falhas constantemente na hora de anexar documentos. O que quero dizer é que o INSS há muito não acompanha a real necessidade de quem dele precisa. Pior para o Brasil e para o brasileiro.
Sem solução à vista
Não vamos nem falar do escândalo do INSS, que permitiu descontos não autorizados nas contas de aposentados e pensionistas. Um rombo de bilhões. Não vamos falar nisso. Mas a pergunta que fica é a seguinte: você vê algum político preocupado com esse descaso no atendimento a idosos, a aposentados, ou a pessoas que precisam de perícia médica para receber o que é seu de direito quando está doente ou acidentado? Eu acho que a resposta é não. E é nisso que as pessoas têm que pensar na hora de votar. Já que o voto, é a única maneira de melhorar o que, ao que parece, não tem mais solução.

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