Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 21 de Outubro 2026
Política

Ponto de Vista Por Gerri Consoli

O garoto que incomoda o poder

Altemir de Quadros
Por Altemir de Quadros
Ponto de Vista Por Gerri Consoli
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um jovem desenvolvedor brasileiro começou a tirar o sono das altas rodas de Brasília. O nome dele é Bruno Cézar — e a proposta é simples e explosiva: usar tecnologia para medir o nível de “confiabilidade” de agentes públicos a partir do cruzamento de dados oficiais.A pergunta que ecoa nos bastidores é direta: como ninguém pensou nisso antes?

A ferramenta que cruza 1 terabyte de dados
O sistema em desenvolvimento utiliza inteligência artificial para integrar informações públicas de órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o IBGE e o Banco Central do Brasil. São cerca de 1 terabyte de dados sendo processados. A tecnologia conecta CPF de agentes públicos a empresas, laços familiares, contratos e movimentações financeiras, identificando patrimônio incompatível, contratos suspeitos, possíveis conflitos de interesse e até indícios de funcionários fantasmas. A ideia é transformar dados soltos em fiscalização real — acessível, técnica e transparente.

Publicidade

Leia Também:

A reação: tentativa de barrar a inovação
Mal a ferramenta ganhou repercussão, entretanto, surgiram manchetes dizendo que políticos estariam tentando proibir o uso da plataforma. O argumento? Supostos riscos de uso indevido de dados. Mas a leitura política é outra: transparência assusta. Principalmente quando é automatizada, rápida e difícil de controlar. Se a tecnologia funciona, ela altera a lógica do jogo de cartas marcadas.

Código aberto e controle social
O projeto ainda está em fase de testes, mas há a intenção de torná-lo código aberto e lançar uma versão beta gratuita para jornalistas, ONGs e órgãos de fiscalização. Isso muda tudo. Porque deixa de ser uma ferramenta de um jovem desenvolvedor e passa a ser instrumento coletivo de controle social. Tecnologia, nesse contexto, vira ferramenta de cidadania. E fiscalização não é perseguição — é democracia funcionando.

Pressão e debate público
Diante da possibilidade de proibição, cresce o movimento de apoio, o qual devemos nos aliar. A mobilização sugerida é clara: pressionar deputados e representantes para que se manifestem publicamente em defesa da ferramenta. O debate que se impõe é maior que Bruno Cézar. É sobre transparência versus opacidade. Sobre inovação versus manutenção de privilégios. Sobre quem deve ter acesso aos dados públicos: só o Estado ou o cidadão também? No fim das contas, a pergunta é a seguinte: Se os dados já são públicos, por que tanto medo de organizá-los... Diz aí!

anunciante
King Pizzaria & Choperia

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Aquidabã Notícias no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aquidabã Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR