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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
Guinchos Marquinhos
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Política

Ponto de Vista Por Gerri Consoli

A barbárie que ultrapassou limites

Altemir de Quadros
Por Altemir de Quadros
Ponto de Vista Por Gerri Consoli
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O espancamento seguido de morte do cão comunitário Orelha não é apenas mais um caso de maus-tratos. É um marco de brutalidade que chocou o país inteiro. A violência extrema contra um animal indefeso escancarou algo que a sociedade já não tolera mais: a banalização da crueldade. Mas a simples repercussão nacional e internacional do caso não bastou: novas agressões foram feitas na sequência, o que é assustador.

Casos se acumulam e se repetem
O crime contra Orelha se soma a outros episódios recentes igualmente revoltantes, como o do gato Negão, abatido a tiros em Ibirama. Como o do cão comunitário da região metropolitana de Porto Alegre que foi alvo de disparo de policial militar durante uma operação, e por aí vai... São histórias diferentes, mas que revelam o mesmo padrão de covardia e desumanidade. Não são fatos isolados — são alertas.

Indignação que tomou as ruas do Brasil
Neste domingo, manifestações se espalharam por todo o país. Milhares — talvez milhões — de pessoas foram às ruas para dizer basta. O caso do Orelha virou símbolo de um grito coletivo que ecoa do Norte ao Sul: não aceitaremos mais violência contra os animais. Há uma posição clara da sociedade brasileira: leis mais duras, punições rigorosas e fim da impunidade. Quem bate, atira, tortura ou mata animais precisa responder com o peso da lei. Crueldade não é desvio de conduta, é crime — e como tal deve ser tratado.

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Um recado direto às autoridades
As ruas falaram. As redes falaram. As pessoas falaram com indignação, lágrimas e revolta. Diante de toda essa indignação, desse clamor das ruas e das redes, não é possível que as autoridades permaneçam cegas e surdas. Não basta que façam vídeos e proponham homenagens.  A causa animal não é pauta secundária: é um termômetro de civilidade. O Brasil mostrou que quer mudança — agora espera ação.

Respostas
Então, a resposta que se quer é que haja apuração clara e pública – não só do crime contra Orelha, que se tornou simbólico –, mas de todos os crimes contra animais. E que, depois de os fatos apurados, os responsáveis recebam punição exemplar. E é aí que entram as mudanças que precisam ser feitas na legislação para que as punições sejam mais contundentes. São essas as respostas que esperamos enquanto sociedades. E foi sobre isso que trataram as manifestações que ganharam as ruas neste final de semana.

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