Na semana passada, José Boiteux viveu um capítulo marcante em sua história recente. Depois de mais de vinte anos de impasses, o governador Jorginho Mello assinou a ordem de serviço para a construção de 33 casas e de uma igreja na Reserva Indígena Laklãnõ-Xokleng. É um compromisso antigo finalmente saindo do papel — e que traz consigo o peso simbólico de uma reparação há muito aguardada.
Avanço real
Essa é uma causa que acompanho de perto há muitos anos, sempre buscando o diálogo com a comunidade indígena para reduzir os impactos das cheias e construir acordos justos para todos. Não estive presente na visita do governador, por compromissos em Florianópolis, mas minha equipe acompanhou cada passo desse momento. E posso dizer: foi um avanço real.
Confiança restabelecidas
O cacique Setembrino, em entrevista no dia seguinte ao anúncio do governador, lembrou que ainda falta muito a fazer. E falta mesmo. Mas um grande e importante passo foi dado! A assinatura da ordem de serviço para as obras anunciadas não é histórica apenas pelo que lá será construído. Ela se torna histórica porque restabelece algo mais valioso: a confiança entre o governo, as comunidades atingidas pelas cheias e o povo indígena original da região.
Solução comum
Claro que ainda há muito por fazer. As demandas são grandes, as feridas de décadas ainda não cicatrizaram. Mas este movimento do governador Jorginho Mello aponta para um caminho de diálogo e acordo — um reconhecimento de que soluções verdadeiras só funcionam quando melhoram a vida de todos os envolvidos.
O nosso lar comum
Para terminar, fica a constatação de que o gesto do Governo do Estado da semana passada não é o fim da luta, mas é um marco que merece ser celebrado. Porque cada passo rumo à compreensão mútua é um tijolo a mais na construção de um futuro mais justo e mais seguro para todos nós, que compartilhamos nos vales do Itajaí a nossa casa. O nosso lar comum. E o lar das nossas famílias.

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