Diz o velho ditado que uma mente desocupada (vazia) é a oficina do diabo. O que me fez lembrar desse dito popular foi a preocupante notícia de que o presídio aqui de Rio do Sul está pra lá de lotado, operando numa situação que traz riscos à segurança dos nossos cidadãos de bem, e dos internos da instituição – funcionários do presídio e os próprios presos. Nosso sistema carcerário tem que ser repensado. Já passou do tempo. Nossas cadeias viraram, há muito, oficinas do diabo.
Dar o exemplo
Nossas autoridades têm que trazer para a pauta pública essa questão de presídios e penitenciárias lotadas. Temos que encaminhar aqui, em Santa Catarina, uma solução que resolva um problema que é nacional – já que a solução nacional nunca vem. Nosso estado, aponta o Atlas da Violência 2025, é o mais seguro do Brasil. Isso nos orgulha, e nos obriga a inovar e a criar condições cada vez melhores para as nossas polícias, além de uma infraestrutura eficaz à Segurança Pública.
Mudança no sistema
A construção de novos e mais modernos presídios e penitenciárias faz parte dessa conta da Segurança. Porque não basta prender os autores de crimes. É preciso que eles tenham acesso à recuperação e à ressocialização. Isso não é só para o bem deles, é para o nosso próprio bem. Em tese, sou favorável a que preso tenha que trabalhar, porque, como já disse no início da coluna, uma mente desocupada é a oficina do diabo.
MP atento ao problema
Voltando ao presídio de Rio do Sul, o Ministério Público de Santa Catarina está atento à crise da superlotação e exigindo medidas. Mas, como já disse aqui, precisamos ir além de medidas paliativas. Temos que encarar esse problema de frente porque ele é a ponta sem solução da Segurança Pública do Brasil. É nas cadeias superlotadas, sem a mínima condição de ressocialização do preso, que o crime se organiza, que o crime avança.
A preocupação número um
O problema é mais do que sério. A violência, apontam pesquisas, é a preocupação número um dos brasileiros. Superou a economia e até a corrupção no sentimento do eleitor. Então, tem que ser dado toda importância a isso. O brasileiro está farto da violência que só cresce, e da perspectiva de que com o crime organizado vá ficar cada vez pior. E a percepção do eleitor está certa. É isso mesmo. E a solução passa, sim, por presídios funcionais, com presos trabalhando ou aprendendo uma profissão. E eu acho que Santa Catarina tem tamanho e grandeza para dar mais esse exemplo para o Brasil.

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