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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Vale do Itajaí

Dívida milionária: Indaial terá CPI da Merenda Escolar 

Vereadores querem apurar irregularidades na gestão da alimentação escolar e pedem mais transparência da Prefeitura

Daniel Santana
Por Daniel Santana
Dívida milionária: Indaial terá CPI da Merenda Escolar 
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A Câmara de Vereadores de Indaial vai instaurar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) equivalente a uma CPI para investigar possíveis irregularidades na gestão do contrato com a empresa Aromas, responsável pelo fornecimento da merenda escolar no município até maio deste ano.

 

O pedido oficial para abertura da CEI foi protocolado nesta terça-feira (10) por cinco vereadores: Lucio Vanderlinde (Novo), Henrique Fritz (MDB), Elton Marcos Possamai (Novo), Elaine Pickler (PSDB) e Dudu Cunha (MDB). A comissão deve apurar falhas administrativas e operacionais que possam ter prejudicado alunos da rede pública.

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“Queremos esclarecer se houve prejuízos à Prefeitura nessa crise com o antigo fornecedor e na contratação emergencial da nova empresa”, afirmam os vereadores no documento.

 

Denúncias começaram em março

 

Em 26 de março, o vereador Dudu Cunha já havia denunciado publicamente a falta de merenda em algumas escolas de Indaial. Segundo ele, professores vinham alertando sobre o problema há semanas. Apesar disso, a Prefeitura só encerrou o contrato com a Aromas no final de maio, alegando falhas na qualidade da merenda.

 

Uma auditoria interna da Prefeitura identificou uma série de irregularidades no fornecimento, como substituição de ingredientes e falta de alimentos para atender todos os alunos. A empresa Miserv, do grupo Minister, foi então contratada de forma emergencial para assumir o serviço.

 

Contrato milionário e dívida pendente

 

A empresa Aromas havia sido contratada em 2024 por R$ 17 milhões, com validade de 12 meses. No fim do mesmo ano, o contrato foi renovado. “Se já havia problemas, por que a renovação?”, questiona a vereadora Elaine Pickler.

 

A diretoria da Aromas afirma que a Prefeitura está em dívida com a empresa e que o rompimento do contrato teria sido uma estratégia para adiar os pagamentos. Segundo a empresa, há um valor de R$ 1 milhão já faturado e mais R$ 1,8 milhão pendente de faturamento.

 

Apoio popular

 

O movimento pela investigação ganhou força com o apoio da comunidade. Um abaixo-assinado virtual já circula nas redes sociais pedindo a abertura da CEI e cobrando transparência da gestão municipal. A petição pode ser acessada neste link.

 

“O que nós queremos são respostas para as indagações da comunidade”, disse o vereador Dudu Cunha. “A CEI é a forma mais rápida para descobrirmos o que realmente aconteceu”, completou Lucio Vanderlinde, que já fazia parte da Comissão de Educação da Câmara.

 

A expectativa é que a CEI comece seus trabalhos nas próximas semanas, com depoimentos, análises documentais e visitas às escolas.

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