Eleito pelo público evangélico e de maioria conservadora, o deputado Ismael dos Santos do PSD, parece não se importar com seus eleitores. Talvez, por ser irmão do presidente da Convenção da maior igreja evangélica do estado, ele tenha em mente que, nas próximas eleições, contará com forte apoio para garantir sua reeleição.
Enquanto muitos evangélicos defendem a anistia e cobram a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado tem atuado de forma contrária, trabalhando para que isso não aconteça.
Nesta segunda-feira (19), ele votou junto com os deputados Ana Paula Lima e Pedro Uczai, ambos do PT, ajudando a aprovar em regime de urgência a proposta que endurece o Código de Ética da Câmara dos Deputados.
Na prática, a medida abre espaço para punir parlamentares que utilizam a obstrução como forma de oposição. Estratégia já adotada por nomes como Júlia Zanatta (PL-SC), Zé Trovão (PL-SC) e Nicolas Ferreira (PL-MG) em defesa da anistia.
Não é de hoje que o deputado federal Ismael dos Santos tem demonstrado alinhamento com a esquerda, seguindo a orientação de seu partido, o PSD, que atualmente ocupa três ministérios no governo Lula.
Vale lembrar que, em 2024, Ismael dos Santos só assinou o pedido de impeachment de Lula após forte pressão popular, sendo um dos últimos deputados do estado a aderir ao movimento.
A pergunta que fica é: o deputado deve representar o seu eleitorado evangélico de direita ou seguir cada vez mais o seu viés de esquerda?

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