Uma mulher de 26 anos foi presa na noite de quarta-feira (27) acusada de matar o próprio filho, Dante Chiquinelli Marcatto, de apenas 9 meses, por envenenamento, na zona leste de São Paulo.
O bebê morreu na terça-feira (26), logo após ser levado pela mãe ao Hospital Estadual da Vila Alpina, sob a alegação de que a criança “não estava bem”. Inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita no 70º Distrito Policial (Vila Ema).
Exame confirmou ingestão de raticida
Um laudo necroscópico apontou a presença de partículas de veneno de rato no organismo do bebê. Segundo o legista responsável, a substância foi ingerida cerca de três horas antes da morte, justamente no período em que a mãe afirmou ter dado banana amassada ao filho.
Ainda de acordo com a perícia, a grande quantidade de veneno encontrada nas vísceras da criança descarta a hipótese de ingestão acidental, já que o produto contém uma substância amarga, usada para impedir que seja consumido involuntariamente por crianças.
Imagens mostram compra do veneno
A investigação, conduzida pelo 42º Distrito Policial do Parque São Lucas, obteve imagens de câmeras de segurança que mostram a mulher comprando o raticida em um petshop da região da Vila Independência, no dia 25 de agosto, dois dias antes da morte da criança.
O delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, informou que testemunhas já prestaram depoimento e que os elementos reunidos apontam para um crime premeditado. “O trabalho de campo foi fundamental para comprovar a compra do veneno e reforçar a necessidade da prisão temporária”, afirmou.
Prisão decretada por 30 dias
A Justiça decretou a prisão temporária da acusada por 30 dias. O pai de Dante, que é separado da mulher, também esteve no hospital no dia da morte e acompanha o caso.
De acordo com a polícia, a principal linha de investigação considera que o veneno foi misturado à banana oferecida ao bebê. O produto identificado é conhecido como “chumbinho”.
As autoridades apuram ainda se a mãe teria cometido o crime como forma de tentar se reaproximar do ex-companheiro. Investigadores destacam que, após a morte da criança, a acusada não demonstrou sinais de choque ou arrependimento.
O inquérito segue em andamento, com previsão de novas oitivas e análise de laudos periciais complementares.

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