Um homem de 45 anos foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (16) por tentativa de feminicídio, disparo de arma de fogo, ameaça e desobediência, na localidade de Ribeirão Elias, em Aurora, no Alto Vale do Itajaí. Com ele, a Polícia Militar apreendeu um verdadeiro arsenal, incluindo um fuzil, pistolas e grande quantidade de munições.
De acordo com a PM, a guarnição foi acionada por volta das 0h30 para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Cerca de uma hora antes, os policiais já haviam estado no mesmo endereço após uma discussão entre o casal.
Ao retornar ao local, os policiais encontraram o suspeito, que desobedeceu às ordens da equipe e resistiu à abordagem, sendo necessário o uso de uma pistola elétrica incapacitante para contê-lo.
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A vítima, uma mulher de 24 anos, relatou que, após uma discussão com o companheiro, decidiu dormir na casa dos pais, nas proximidades. Mais tarde, acompanhada da mãe, voltou até a residência para buscar roupas para a filha. No local, o homem estaria agressivo e iniciou uma nova discussão.
Segundo o relato, a mulher percebeu que o suspeito portava uma arma de fogo e conseguiu retirar o objeto de suas mãos. Em seguida, ele passou a ameaçar as duas mulheres, afirmando que iria matá-las. Logo depois, sacou outra pistola que trazia na cintura, apontou em direção às vítimas e efetuou dois disparos, que não atingiram ninguém.
Durante buscas na residência, a Polícia Militar encontrou quatro pistolas — uma Glock calibre .45, uma Infinity calibre .40, uma Taurus PT59 calibre .380 e uma Walther calibre .22 — além de um fuzil Taurus T4 e uma carabina Magtech Model 7022 calibre .22. Também foram apreendidas munições de diversos calibres, incluindo mais de 100 munições intactas de calibre .45.
O homem afirmou que todo o armamento era registrado, porém a polícia localizou apenas três Certificados de Registro de Arma de Fogo.
Ainda conforme a PM, o suspeito havia ateado fogo em madeiras armazenadas nos fundos da residência e acabou sofrendo queimaduras. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional para atendimento médico e, após a liberação, conduzido à delegacia para os procedimentos legais.
O caso será investigado pela Polícia Civil.

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