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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
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Operação mira suspeitos de integrar facção criminosa que atuava dentro e fora de presídios em SC

Ação cumpre 39 ordens judiciais em três cidades do Oeste e investiga suposto envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas

Altemir de Quadros
Por Altemir de Quadros
Operação mira suspeitos de integrar facção criminosa que atuava dentro e fora de presídios em SC
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Uma operação contra uma organização criminosa cumpre 39 ordens judiciais na manhã desta terça-feira (18) em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul, no Oeste de Santa Catarina. A investigação aponta que o grupo teria uma estrutura organizada para manter e coordenar atividades criminosas dentro e fora do sistema prisional catarinense.

Ao todo, são cumpridos 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A Operação Istós é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate às Drogas de Chapecó (DECOD).

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Segundo as investigações, a ação é um desdobramento da quarta fase da Operação Sodalitas Finis e tem como objetivo atingir a estrutura e diminuir a capacidade de atuação da facção em diferentes regiões do estado.

Os suspeitos são investigados por suposta participação em crimes como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

Ainda conforme as autoridades, os elementos reunidos durante a investigação apontam para uma organização que manteria integrantes atuando tanto nas ruas quanto dentro do sistema prisional.

Cerca de 122 agentes de segurança pública e integrantes do Ministério Público foram mobilizados para o cumprimento das ordens judiciais.

Participam da operação equipes do GAECO/MPSC, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER/Fron).

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames periciais e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação.

O procedimento tramita sob sigilo judicial. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

De onde vem o nome ISTÓS

O nome da operação tem origem no grego antigo e significa "teia", "trama" ou "estrutura entrelaçada".

A denominação faz referência à rede de relações identificada durante as investigações e à suposta atuação coordenada dos integrantes da organização criminosa.

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