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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026
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Ex-presidente da FECAM e ex-prefeito de Major Vieira-SC é condenado a mais de 100 anos de prisão

O juiz ainda condenou os réus Orildo e Marcus ao pagamento de R$5.710.620,67.

Altemir de Quadros
Por Altemir de Quadros
Ex-presidente da FECAM e ex-prefeito de Major Vieira-SC é condenado a mais de 100 anos de prisão
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O ex-prefeito de Major Vieira, no Planalto Norte catarinense, e ex-presidente da Fecam-Federação Catarinense de Municípios, Orildo Antonio Severgnini (MDB), foi condenado por crimes de peculato, lavagem de dinheiro, além de fraude a licitação, a mais de 100 anos de prisão. 

A sentença da Vara Criminal da Comarca de Canoinhas, proferida pelo juiz Eduardo Veiga Vidal na quarta-feira(30), apontou Orildo como autor de crimes de peculato  (134 vezes) (quando um funcionário público se apropria de algum bem em razão do seu cargo) e de lavagem de dinheiro (22 vezes), além de fraude a licitação, denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). 

Ele foi alvo da operação Et Pater Filium, assim como o filho Marcus Vinicius Brasil Servegnini, condenado a mais de 30 anos de prisão pela participação em parte dos crimes.

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Nesta mesma sentença, também foram condenados Maria Evani dos Santos, apontada no processo como laranja de Marcus, a 36 anos, 11 meses e 12 dias de reclusão; 2 anos de detenção e 127 dias-multa, e Diogo Muck de Oliveira, que ajudava Marcus a fraudar licitações, a 2 anos e 2 meses de reclusão; 1 ano e 4 meses de detenção e 10 dias-multa.  Maria e Diogo podem responder o processo em liberdade, diferentemente de Orildo e o filho Marcus.

Orildo já havia sido condenado a 57 anos de prisão na primeira sentença, referente à primeira fase da operação Et Pater Filium. Ele segue preso, inclusive, pois o Tribunal de Justiça de SC indeferiu o pedido de habeas corpus dele. 

Já na segunda fase da operação, deflagrada em 13 de agosto de 2020 pelo MPSC, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, do Grupo Especial Anticorrupção (Geac) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi apurada fraude à licitação para a pavimentação asfáltica de uma rua de Major Vieira, e o desvio de bens, serviços e valores públicos em uma série de oportunidades, além do crime de lavagem de dinheiro por meio de empresa de fachada e transferência de bens móveis e imóveis.

O juiz ainda condenou os réus Orildo e Marcus ao pagamento de R$5.710.620,67, a título de danos morais coletivos reconhecidos em favor do Município de Major Vieira, com juros e correção monetária. Decretou a perda do cargo público de provimento efetivo exercido pelo réu Marcus e interditou Orildo, Marcus e Maria para o exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza.

Importante lembrar a Operação Et Pater Filium já está na sétima fase. Fase em que o prefeito de Canoinhas, Beto Passos (PSD), e o vice-prefeito, Renato Pike (PL), foram detidos na manhã desta terça-feira (29/3),, quando foram cumpridos 14 mandados de prisão e 47 mandados de busca e apreensão nos municípios de Canoinhas, Bela Vista do Toldo, Itaiópolis, Porto União e Bituruna (PR). Nesta fase da operação, estão sendo investigados crimes de organização criminosa, peculato, fraudes à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro referentes a contratos de prestação de serviço nas áreas de educação e infraestrutura.
O nome da operação faz referência a duplas de pais e filhos.

 

FONTE/CRÉDITOS: Portal JMais/ Luiz Alberto Malagolli.
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