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Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
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PÃO E CIRCO: SAIBA QUEM SÃO OS PRIMEIROS DENUNCIADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

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Altemir de Quadros
Por Altemir de Quadros
PÃO E CIRCO: SAIBA QUEM SÃO OS PRIMEIROS DENUNCIADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
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PÃO E CIRCO: SAIBA QUEM SÃO OS PRIMEIROS DENUNCIADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra dez pessoas investigadas na Operação Pão e Circo, que apura um suposto esquema de direcionamento de licitações para a contratação de shows e eventos públicos em municípios catarinenses.

Entre os denunciados estão o ex-prefeito de Mafra, Emerson Maas, o vereador de Indaial e empresário Carlos Eduardo Cunha, conhecido como Dudu Cunha, e o empresário José Clemir Spinelli, o “Peixinho”, apontado pelo Ministério Público como líder do grupo investigado.

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A desembargadora Érica Lourenço de Lima Ferreira, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), determinou que os dez denunciados sejam notificados para apresentar resposta à acusação no prazo de 15 dias.

A decisão não representa condenação nem o recebimento definitivo da denúncia. Após a manifestação das defesas, caberá ao Tribunal decidir se recebe a acusação e instaura formalmente a ação penal.

Os denunciados são:
 • José Clemir Spinelli;
 • Maria Clara Martins;
 • Cleiciane Gomes;
 • Valmir Alberto da Silva;
 • Eder Coelho;
 • Devoncir Orlei Pasquali;
 • Emerson Maas, ex-prefeito de Mafra;
 • Adriano José Marciniak, ex-secretário municipal de Administração;
 • Ernani Antonio Kvitschal Neto, ex-diretor municipal de Cultura;
 • Carlos Eduardo Cunha (Dudu Cunha), vereador de Indaial.

Segundo o Ministério Público, os denunciados são investigados, conforme a participação individual atribuída a cada um, por supostos crimes relacionados à formação de cartel, fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A eventual responsabilização criminal dependerá da análise das provas pelo Poder Judiciário e do exercício do direito de defesa.

De acordo com a denúncia, empresários do setor de eventos teriam formado um cartel para controlar contratações públicas em diferentes regiões de Santa Catarina. O suposto esquema envolveria a divisão de municípios entre os participantes, a reserva antecipada de datas de artistas e a apresentação de propostas por empresas ligadas ao mesmo grupo, criando uma aparência de concorrência em licitações que, segundo a acusação, já estariam direcionadas.

As investigações apontam que as empresas envolvidas participaram de 461 licitações, vencendo 339 delas, o equivalente a aproximadamente 73,5% dos certames analisados. Os contratos investigados somam cerca de R$ 53,9 milhões. O Ministério Público ressalta que esse valor corresponde ao total das contratações sob investigação e não representa, por si só, prejuízo comprovado aos cofres públicos.

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