Nesta última semana de novembro, o GAECO — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Receita Estadual — deflagrou a operação Carga Oca, que investiga um suposto esquema de fraude na entrega de macadame na Prefeitura de Blumenau. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em secretarias, empresas e residências ligadas aos investigados.
Mas este não é o único grande abalo envolvendo gestões ligadas ao ex-prefeito Mário Hildebrandt, hoje secretário de Defesa Civil do Estado.
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Ataque a tiros na casa de ex-secretário
Outro episódio que marcou a administração foi quando a casa de um ex-secretário de Mário foi alvo de disparos de arma de fogo. A situação, investigada como tentativa de homicídio, ganhou grande repercussão.
À época, a Polícia Civil identificou como suspeito outro ex-funcionário comissionado da própria prefeitura, demitido meses antes. Celulares, armas e até a motocicleta usada no crime foram apreendidos durante a operação que deu sequência ao inquérito.
O ataque ocorreu após uma série de desentendimentos internos na gestão, e levantou suspeitas de motivação ligada a disputas e decisões administrativas.
Uniformes escolares superfaturados
O caso dos uniformes escolares superfaturados também envolve o período em que Alexandre Matias comandava a Secretaria de Educação na gestão Hildebrandt.
A investigação revelou que os valores pagos pela prefeitura estavam acima do preço de mercado, levantando suspeitas sobre contratação e fornecimento dos kits. O escândalo repercutiu fortemente no início do mandato do atual prefeito Egídio Ferrari, que pouco tempo depois decidiu exonerar Alexandre Matias.
A Controladoria do Município e o Ministério Público chegaram a analisar documentos, contratos e processos de aquisição envolvidos no caso.
Embora o inquérito não tenha resultado em condenações diretas até agora, o episódio gerou forte desgaste político.
Rompimento político fica cada vez mais claro
Para quem acompanha a política no Vale do Itajaí, o afastamento entre Egídio Ferrari e Mário Hildebrandt se tornou cada vez mais evidente.
•No início, ambos apareciam juntos em agendas públicas.
•Com o avanço das investigações, denúncias e ruídos herdados da gestão anterior, Egídio começou a desvincular a nova administração dos antigos quadros de confiança.
•Exonerações, substituições e discursos mais duros internamente evidenciaram a ruptura.
Hoje, figuras próximas ao governo afirmam que a relação está praticamente rompida, e que há um esforço para que a atual gestão não seja associada aos escândalos que ocorreram na administração anterior.

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