O tutor da cadela prenha encontrada enterrada viva em um condomínio de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi denunciado por maus-tratos pelo Ministério Público (MPSC). Segundo o órgão, ele tinha conhecimento de que o animal estava sofrendo, mas não buscou atendimento veterinário nem acionou órgãos de proteção animal.
Bonnie foi resgatada no dia 6 de fevereiro por moradores do condomínio, que escavaram a cova e conseguiram salvar a cadela ainda com vida. Ela recebeu atendimento veterinário imediato e passou a ser acompanhada continuamente.
A denúncia foi apresentada no dia 6 de abril pela 21ª Promotoria de Justiça. Além da ação criminal, o MPSC solicitou à Justiça que o tutor pague R$ 10 mil em reparação pelos danos causados à cadela e também pediu a perda definitiva da tutela do animal.
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Relatórios veterinários indicam que Bonnie apresentava rigidez muscular, febre, dificuldade para andar, abatimento e problemas para se alimentar. Segundo o Ministério Público, a omissão do tutor agravou o sofrimento da cadela.
Bonnie está atualmente no Centro de Bem-Estar Animal (CBEA) de Joinville, em estado estável, e continua sob acompanhamento veterinário. Em 13 de março, ela deu à luz cinco filhotes, mas apenas dois sobreviveram e permanecem com a mãe, saudáveis e monitorados.
O caso é acompanhado por duas promotorias: a 21ª apura o crime de maus-tratos e a 17ª atua após surgirem indícios de participação de adolescentes. Há também investigação separada sobre a suspeita de envolvimento de uma funcionária do condomínio.
No final de fevereiro, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão no local para reunir provas e fortalecer o inquérito. Exames descartaram envenenamento como causa do estado da cadela.
A lei ambiental brasileira prevê pena de detenção de três meses a um ano para quem comete maus-tratos a animais, podendo aumentar em até um terço se houver morte.

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