O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL), foi afastado do cargo por decisão da Justiça na manhã desta terça-feira (7), durante a deflagração da Operação Pão e Circo, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com a Polícia Civil.
A investigação apura a existência de um suposto esquema de cartel, fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a contratação de shows com artistas de renome nacional por municípios catarinenses.
Ao todo, a operação cumpre 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios — sendo 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul —, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário de Itapema, apontado como um dos principais articuladores do esquema. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens dos investigados.
Esquema fraudava licitações
Segundo o Ministério Público, empresários do setor de eventos teriam estruturado um cartel para fraudar processos licitatórios, eliminando a concorrência e manipulando os preços nas contratações de shows promovidas por prefeituras.
As investigações apontam que agentes públicos e empresários também estariam envolvidos no pagamento e recebimento de propina para garantir o funcionamento do esquema. Os valores obtidos de forma ilícita, conforme o GAECO, eram posteriormente ocultados por meio de operações de lavagem de dinheiro.
Câmara de Vereadores também foi alvo
Além do afastamento do prefeito, a operação realizou diligências na Câmara de Vereadores de Governador Celso Ramos, que também foi alvo das investigações nesta terça-feira.
O Ministério Público informou que as apurações seguem em andamento e que o objetivo da operação é reunir novas provas para esclarecer a participação de todos os envolvidos no suposto esquema criminoso.
Os investigados terão assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.

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