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O Ministério Público de Santa Catarina segue investigando a aquisição do livro “Blumenau: O Brasil de alma europeia”, feita no fim da gestão do ex-prefeito Mário Hildebrandt. Nesta etapa da apuração, o promotor Marcionei Mendes solicitou que a prefeitura responda, até o fim deste mês, a novas questões sobre a compra. Em abril, o MP já havia feito questionamentos iniciais, mas as respostas apresentadas deixaram lacunas, conforme consta no processo.
De acordo com a notícia de fato, o governo municipal utilizou verbas da Fundação Promotora de Eventos de Blumenau (Proeb) e da Secretaria Municipal de Comunicação Social para confeccionar os exemplares. O objetivo era utilizar as publicações como presentes para “autoridades, formadores de opinião e visitas ilustres” e, assim, divulgar a cidade a esse público seleto, conforme explicou a prefeitura em um dos ofícios enviados ao Ministério Público.
O livro tem 180 páginas e é composto por dezenas de fotografias que retratam, junto a pequenos textos em português e inglês, aspectos da história, cultura e tradições do município. Para sua produção desde o layout até a impressão, os fornecedores receberam, no total, R$ 434 mil. A agência responsável pela intermediação dos serviços, que já prestava atendimento à prefeitura, recebeu 15% de honorários. Com base nesse valor, cada exemplar saiu por cerca de R$ 1 mil aos cofres públicos.
Outro ponto importante para o Ministério Público é descobrir o paradeiro da maioria dos livros. Apenas “30 exemplares foram localizados quando a nova gestão assumiu, em 1º de janeiro de 2025”, revelou o órgão. Levando em consideração que a nota fiscal da impressão foi emitida em 13 de dezembro, “tem-se que, em menos de 20 dias, 370 exemplares tiveram rumos desconhecidos”, analisou o promotor Marcionei Mendes.
Agora, a Promotoria quer saber, entre outros pontos, quem foram as pessoas que receberam os mais de 300 livros, o motivo do pagamento de 15% em honorários à agência intermediadora e por que não foram utilizados recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura para financiar a obra.
Aquidabã Notícias